14/09/2009

Vejam lá no blog do Massote um novo post sobre a questão (mal explicada) do World Trade Center: Ataque às torres gêmeas (tradução deste que vos fala).

10/09/2009

Zeca Pagodinho


Pro broda Zu Moreira
Tem duas recentes traduções deste vosso criado no blog do Massote, ambas muito elucidativas. Confiram lá: Crise: retorno a Marx e O caos afegão

06/09/2009

Ser síndico de prédio é um excelente modo de conhecer a alma humana. Original do Mato Grosso, o sujeito resolveu dedicar-se à carreira de popstar. Montou banda, distribuiu flyers, marcou shows e, após gastar os tubos em autopromoção, evidentemente fracassou. Falido, passou num concurso público em Minas Gerais, largou mulher e filho no Mato Grosso e veio dar com os costados aqui, onde arrumou outra mulher e outro filho. Apresentou-se dizendo que havia desistido da carreira de popstar e que a sua vida agora era o serviço público. Mas finalizou a conversa pedindo meus préstimos de ilustrador para fazer-lhe um boneco, com a guitarra em punho, a ser posto na sua página na internet. Telefone, blog, joguei tudo no lixo, como sempre faço nesses casos.
A vaidade, assim como a esperança, é a última que morre.

03/09/2009

30/08/2009

Diz o Massote que o governo Lula ressuscitou o axioma do Jarbas Passarinho: às favas com os escrúpulos.

29/08/2009

26/08/2009

20/08/2009

14/08/2009

07/08/2009

Zé de Castro


José de Castro, jornalista de que o Aécio Neves não gosta de ouvir falar.

03/08/2009

30/07/2009

Jamelão.


Mais um pro blog do meu amigo Zu.

24/07/2009

Acabo de traduzir uma entrevista com o sociólogo estadunidense James Petras, muito elucidativa sobre a questão hondurenha. Confiram no blog do Massote: Petras

23/07/2009

16/07/2009

11/07/2009

10/07/2009


A segunda versão do Chico ficou melhor. Vejam aí. O olho é a janela da alma, como diz o vulgo.

Acidentes

Saí do banho ontem e quebrei aplicadamente o dedo do pé. Enrolava o pé na toalha para enxugar, quando o pano enfiou-se miseravelmente no espaço entre dedo e outro. A toalha enrolou-se de tal maneira naquele graveto frágil que, quando puxei-a de volta, torci algo lá dentro. Ouvi apenas um ruído seco, o recheio crocante da fina barra de amendoim se quebrando. Somos nossos piores inimigos.

02/07/2009

Martinho da Vila


Esta é pro blog do meu amigo Zu Moreira, cronista do samba e jornalista do Tempo, entre outras virtudes.

25/06/2009

Cartola


Este desenho vai pra uma galeria de grandes mestres do samba que eu e meu amigo jornalista Zu Moreira vamos fazer. Visitem o blog do Zu: A casa do samba

24/06/2009

Capítulo 7 de "Rayuela", do Cortázar

"Toco a sua boca, com um dedo toco o contorno da sua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a sua boca se entreabrisse, e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que a minha mão escolheu e desenha no seu rosto, e que por um acaso que não procuro compreender coincide exatamente com a sua boca, que sorri debaixo daquela que a minha mão desenha em você.
Você me olha, de perto me olha, cada vez mais de perto, e então brincamos de cíclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se tornam maiores, se aproximam uns dos outros, sobrepõem-se, e os cíclopes se olham, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem com um perfume antigo e um grande silêncio. Então, as minhas mãos procuram afogar-se no seu cabelo, acariciar lentamente a profundidade do seu cabelo, enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragância obscura. E se nos mordemos, a dor é doce; e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu sinto você tremular contra mim, como uma lua na água."

Bueno, em espanhol fica ainda mais bonito...
Atendendo ao pedido do meu amigo Eugênio, publico o primeiro parágrafo de "Vida y muerte de un traductor de películas", conto que mereceu um prêmio do Instituto Cervantes. Lá vai.

Se apagan las luces. Un haz luminoso atraviesa la negrura hasta la pantalla blanca, donde el gran ojo de pestañas inferiores postizas mira fijamente en mi dirección. La cámara en zoom recula despacio mostrando el ahumado interior del Leche Bar Korova. En el amplio salón azul hay muñecas desnudas, luces de neón color de rosa y chicos tomando leche dopada. Conozco bien ese lugar. Estoy devuelto al viejo mundo de luz y sombra del cine, un mundo extraño y a veces hostil, pero también tierno y voluptuoso. Me quedo bien aquí. Esa es mi realidad, no la otra, de carne, hueso, asfalto, horarios y cuentas por pagar. Lo mío es ese mundo de hombres y mujeres artificiales, esculpido en la materia huidiza del tiempo. (...)

23/06/2009

Minha amiga e vizinha Mahgah veio tomar um chá inglês aqui ontem. Conversa vai, conversa vem, perguntou:
- Quer dizer que você está no doutorado... E em que fase você está?
- A do desespero...

22/06/2009

Que diabo. Ganhei meu primeiro concurso literário (em espanhol), com o conto "Vida y muerte de un traductor de películas". O prêmio não foi lá grande coisa, mas vá lá. Publico aqui um trecho, após as modificações necessárias.

Homenagem a Cortázar

16/06/2009

Tive um sonho estranho ontem (como se todos não o fossem). Circulava por um salão onde várias pessoas se aplicavam num teste para participar de um filme nacional. Eu estava completamente nu e conversava numa boa com uma figura qualquer. Quando me dei conta de que aquilo era um lugar e uma situação públicos, falei pra moça: "Isto aqui é um sonho, viu? Posso fazer o que quiser." Continuei circulando quando de repente a cena corta para um corredor (em preto-e-branco) como o de O Processo e lá estão alguns colegas de serviço, encostados às paredes. Eu aceno para um sujeito conhecido, que me devolve o cumprimento, sorrindo. Era o princípio de realidade, pedindo para entrar no sonho. Acordei meio zonzo...

10/06/2009

Eventuais e queridos leitores, segurem as pontas aí que estou muito ocupado. Como dizia aquele VJ, logo mais, tem mais!!

06/06/2009

Yes, nós temos banana

No Brasil faz-se o chamado filme pornográfico de pobre. Planos longos e tediosos, pouca (ou nenhuma) ação dramática, locações horríveis, montagens deploráveis. Interessa mostrar aquilo em cima daquilo, em planos-detalhe acintosos. Uma sonda ginecológica faria melhor. Mas o que me choca mesmo, o mais das vezes, é ver como tudo se revela tão pobre e simplezinho. Não consigo deixar de pensar na vida miserável daquela "atriz" e em como ela teve de passar o diabo para chegar a fazer o que faz. Não consigo deixar de imaginar, por exemplo, seus dois filhinhos em casa esperando a mamãe trazer pra casa a féria do dia. No pornô brasileiro, é interessante notar, ainda, uma prosaica opção por valores domésticos e nacionais (mais por falta de grana do que por altivez): em vez dos vibradores supermegapower dos americanos, aqui temos humildes cenouras, bananas e patéticos balões introduzidos em moças com caras de "o que é que eu tô fazendo aqui?". Em vez das homéricas orgias ultra-tecnológicas norte-americanas, damos preferência a sexo com galinhas, anões, cavalos e cachorros. Como diria o Paulo Francis: waaaalllllll...

25/05/2009

Frase de caminhoneiro das boas

Quem trabalha muito erra muito.
Quem trabalha pouco erra pouco.
Quem não trabalha não erra.
E quem não erra é promovido.

22/05/2009

Obama Sísifo


Segundo o Massote, o Obama configura o mito de Sísifo, na política norte-americana. É o escolhido pelo stablishment para rolar montanha acima o "american dream". Mas a pedra teima em rolar pra baixo...

21/05/2009

17/05/2009

Na boca do povo

Os amigos andaram falando de mim. Vejam só o que o grande Tala escreveu a meu respeito lá no blog dele: homenagem a PB. É lógico que eu gostei, Tala véio! Esqueci de dizer: o Talarico é um artista plástico de primeiríssima grandeza. Um pintor magistral, do que dá prova a belíssima pintura "Pessoas em groove", na minha parede, presente dele. É isso aí, Tala, amigão, obrigado! A Carol, queridíssima amiga e jornalista de primeira, colega de imprensa sindical, também andou falando mal de mim. Carol, você não toma jeito. Valeu! Leiam lá no Blog da Brauer.

16/05/2009

Talarico, gentle giant

Dois metros e meio de gentileza, bom humor e tranquilidade, típicos dos naturais de Juiz de Fora (minha mãezita é de lá): conheci o Talarico na redação do extinto "Felicíssimo", o "único jornal do mundo só de notícias boas". Eu e o Tala jamais concordamos com esse acróstico que o dono do jornal teimava em pespegar-lhe. Anarquizávamos as doze páginas do mensário com nossas charges venenosas, dando-lhes um caráter mais crítico do que felizinho de merda. Provavelmente isso gerou o ódio gratuito do chefe pelo Tala e a sua consequente demissão. Fiquei lá até o "Felicíssimo" fechar (eu e o cozinheiro geralmente somos os últimos a deixar o navio). Mas a amizade com o Tala se conservou. Certa vez, protagonizamos um episódio curioso: a antevéspera da morte do Tostão, um anão cabeçudo e de olhos esbugalhados que vendia jornais no Maleta. Saímos do "Felicíssimo" e fomos beber no Lucas, quando apareceu o Tostão, vociferando as últimas manchetes do "Diário da Tarde". Bêbados, caricaturizamos a figura folclórica na toalha do bar. Qual não foi a nossa surpresa ao deparar, no dia seguinte, com o obituário do anão, numa sarjeta da rua da Bahia, morto pelo paralelepípedo de um mendigo! Depois disso, eu e o Tala bebemos juntos em muitos outros lugares e ocasiões: em Juiz de Fora, Ouro Preto e BH (ganhei dele um quadro maravilhoso: "Pessoas em groove"). Só perdi o contato com o Tala quando ele se mudou para Porto Seguro com uma garota. A moça viciou-se em crack e o deixou sem casa e sem rumo (mas não sem humor), pelo que acabou voltando a BH. Sei que se casou e hoje vive contente e feliz em Juiz de Fora com mulher e filha, de onde comanda seu blog . É como dizia meu pai: ninguém nasce em Juiz de Fora impunemente.

15/05/2009

Diccionário de amenidades del español

Alto: dice de alguien de gran estatura. Sirve todavía para calificar alguien que se emborracha.

Armario: mueble dotado de cajones que guardan ropas, zapatos, secretos y, en ciertos casos, cadáveres.

Boda: cosa que no solamente idiotas suelen hacer.

Cartas: se escriben para mentir de manera muy elegante.

Comunista: especie en extinción. Todavía hay algunos. Confundidos por capitalistas con todos los que luchan por el bien comun.

Nadar: algo que se hace bajo el agua y que no es sexo.

Ordenador: máquina con botones, hilos, teclado y cabos, que sirve también para desordenar, especialmente si no la tenemos.

Política: muchas veces se cambia para quedarse absolutamente la misma.

Teléfono: instrumento utilizado para hablar de la vida ajena con la máxima descripción.

Votar: algo de que nos arrepentimos tan luego vemos el idiota que acabamos de elegir.

14/05/2009

Leiam lá no blog do Massote mais um texto sobre a morte de indiozinhos no Amazonas: Infanticídio