27/06/2010

02/06/2010


Uma aí.
Confiram lá no blog do Massote um texto sobre a seleção do Dunga: Confissões de um torcedor bissexto

21/05/2010


Esta foi pra uma revista. Ficou maneira.

16/05/2010


Raulzito.

Mais um de uma pasta velha que achei. Sepultura na época do Max.

O Rei.

Esta aqui é da mesma época dessa aí embaixo. Fiz no dia em que o Joey Ramone morreu. Good rockers never die.

Stones e outros monstros


Its been a bloody fucking long time. Eu fazia um jornal anarquista com um bando de vagabundos da universidade, chamado "Metralha". Na última página, sempre vinha uma caricatura, em tamanho grande. Esta aqui recebeu o título, dado pelo meu amigo Pedro, que sumiu lá pra Amazônia: Pedras que rolam não criam limo. Its been a bloody fucking long time.

13/05/2010

De homens e formigas

Adoro formigas e o mundo difícil e mínimo em que vivem. São insetos incríveis, carregando para cima e para baixo enormes torrões de açúcar, grandes migalhas de pão e rubicundos grãos de arroz. Desaparecem com seus alimentos para dentro de profundas cavernas construídas nos interruptores, no rejunte dos azulejos, no vértice das escadas e até nos teclados de computadores, de onde costumam entrar e sair em trânsito frenético. Onipresentes, circulam por aí a partir um micro-sistema de artérias e vasos capilares, sempre buscando comida, preferencialmente fermentável. Se não acham alimento – objetivo central de suas existências –, transferem-se com rapidez e em grandes êxodos para outras plagas, onde construirão novos e intrincados condomínios subterrâneos para guardar os ovos de suas descendentes. E podem morrer aos milhares à simples passada de seres dezenas de vezes maiores que seus frágeis exoesqueletos, conquanto suficientemente fortes para sobreviver ao apocalipse, a exemplo das velhas e proverbiais baratas.
Viciei-me em formigas sobretudo depois de ler Julio Cortázar, escritor atento à epopéia desses curiosos animais. Nos contos do argentino, há sempre formigas com cabeças de homem, homens com cabeças de formiga, mulheres-formiga, homens-formiga. Para o escritor, formigas e homens habitam em igualdade de condições um mesmo mundo fantástico, onde rigorosamente tudo é possível, até a realidade. Nas simbioses, mutações e metamorfoses de Cortázar, a vida nos grandes centros surge, pois, muito próxima àquela do interior dos formigueiros. Para este autor, a semelhança do nosso universo com o das formigas parece estar nesta diligência nervosa com que conduzem suas existências, sempre em elétrico movimento de auto-preservação. É assim que imagino as formigas tão avançadas em tecnologia quanto nós, ou até muito mais, a ponto de já disporem, no interior de seus esconderijos, de recursos eficazes o bastante para permitir que migrem a outros planetas e os colonizem, em caso de uma eventual hecatombe nuclear. Nesse último quesito, os pobres seres humanos temos larga desvantagem em relação às himenópteras. Até agora, faltou-nos tempo para elaborar uma tecnologia útil em nos fazer cruzar o éter, desembarcar num novo planeta, habitá-lo e civilizá-lo, quem sabe em bases menos irracionais. Estivemos muito ocupados inventando o apocalipse.

01/04/2010

Ratzinger


Desenho maneiro...

08/02/2010

Avatar

Impressionou-me o número de filmes com a temática do eu duplo no cinema norte-americano do último ano. Talvez, fartos de terem de fazer o serviço sujo com as próprias mãos, os americanos estejam querendo aliviar-se um pouco, transferindo as tarefas "de bastidores", "cirúrgicas", para avatares e substitutos. Talvez já estejam em curso pesquisas nessa direção, no exército estadunidense, nunca se sabe. Mas, que diabo, no plano civil a idéia não é exatamente má: imaginem ter um avatar só para pagar as contas, cuidar da burocracia, ir ao supermercado, envolver-se com a informática, dirigir carros, ouvir a Ivete Sangalo a contragosto nas filas de espera... Pensando bem, aí já crueldade é demais. Os avatares não merecem.

02/01/2010

Tem artigo novo no blog do Massote. Confiram lá: Lula e a narrativa exemplar

10/12/2009


Este à direita é o Estevão, filho do meu irmão. Ré ré. Saiu ao pai. Eu tô à esquerda, véio pacas...

28/11/2009


Lançamento do álbum em quadrinhos do meu amigo Luciano Irrthum. Livraria Café com Letras, dia 5 dezembro, às 13h30. Todo mundo lá.

22/11/2009

Lula, o filho do Brasil

De Lula, o filho do Brasil, por enquanto, só conheço o trailer. Mas é o suficiente para emitir um juízo dificilmente alterável: não vi e não gostei. Já no trailer, percebem-se, em profusão, os elementos que costumam tornar a mistura entre interesses de estado e produção fílmica um fracasso ético e estético: o roteiro recebeu as tintas do épico lacrimogêneo, fundado na matriz narrativa do menino pobre, representante dos destinos de uma nação, em luta contra as adversidades da vida; a fotografia é ufanista, de cartão-postal, seguindo o (já velho) padrão global (também os atores repetem o star-system da Globo); a música é feita sob medida para causar a comoção que alguns, entretanto, dizem não ter sentido. Finalmente, a estratégia discursiva do filme centra esforços em fazer da trajetória redentora de Lula um símbolo insofismável da trajetória de todo cidadão brasileiro, operação ideológica que inspira a mais profunda desconfiança.
Às portas da sucessão de 2010, eis os traços dominantes de uma surpreendente tentativa de transformar um filme em instrumento da mais deslavada campanha eleitoral. Não menciono aqui os meandros que cercam o financiamento desta produção, de que se fizeram inéditas 500 cópias em película, com distribuição prevista para todo o Brasil. Sobre isso, diga-se, apenas, que “nunca antes na história deste país” um filme obteve tantos patrocinadores em tão pouco tempo. Fico nos aspectos estéticos, suficientes para fazer suspeitar do início de uma simbiose digna dos piores momentos da intervenção direta do estado na criação cinematográfica. Orientado para arrancar lágrimas das platéias e doutrinar a multidão de párias, Lula, o filho do Brasil é estética e politicamente um filme ocioso, fadado a ocupar lugar de destaque no museu de curiosidades bizarras de nossa história, como se já não as houvesse em número bastante.
Na semana que vem, a película dos Barreto ganhará as telas de todo o Brasil. Preparem-se para o vendaval de propaganda de que se fará acompanhar esta estréia. Não faltará pompa e circunstância para incensar diretores, atores e produtores, como se tivesse início, mais uma vez, a tão aguardada – e jamais realizada – retomada do nosso cinema. A todas essas, Glauber Rocha, o nosso maior diretor, deve estar se revirando na tumba. Fosse vivo, talvez dissesse, sobre Lula, o filho do Brasil: – Graças aos denodados esforços da máquina estatal, a demagogia política finalmente se implanta e se consagra na história do cinema nacional!

04/11/2009

31/10/2009


Este aqui lembra meu antigo chefe. Se bem que um burro ficaria mais parecido.

Desenho pra uma cartilha sobre assédio moral. Coolll...

23/10/2009

Horror a povo

Fui à TV Assembleia buscar um dvd com a gravação de uma entrevista para um amigo. Uma figura arrogante me atendeu, dizendo que não podia me entregar o dvd porque eu não tinha em mãos o protocolo. "Sem o protocolo, não tem como." Não passa pela sua mente perturbada que o dvd pode ser localizado (e fornecido) à simples menção do nome do entrevistado. Trata-se de uma cópia e, como tal, não poderia fazer mal nenhum à humanidade. (O original deve estar guardado por Deus num cofre de segurança máxima, sei lá.) O fato é que burocratas não atendem gente de carne e osso. Números é só o que vêem. Foram criados assim.

15/10/2009

Nelson Sargento


Para o blog do super ZU.

14/10/2009

O horror à mídia

Não é de hoje que ouço meus amigos petistas, contaminados por uma expressão infeliz disseminada pelo Paulo Henrique Amorim, chamarem a imprensa de PIG (Partido da Imprensa Golpista). Pela estreiteza de raciocínio, isto já me dá nos nervos. Chego a pensar que há uma estratégia em curso para a permanência do PT no poder ad infinitum, através de um controle estatal da informação. A questão da "mídia" sempre foi uma faca de dois legumes: ao mesmo tempo que certos grupos têm razão em dizer que ela manipula a informação (descobriram a pólvora!), um discurso como este serve também ao vitimismo político. Assim, os governos de mezzo-esquerda como o nosso ou os de esquerda burocrática como o do Chávez, por exemplo, são uns eternos perseguidos, somente porque foram objeto da crítica de determinados jornais ou jornalistas. Não houve corrupção, não houve incúria, não houve mandonismo, não houve pouca conversa com a sociedade: tudo não passou de intriga da imprensa. Assim fica fácil governar: aquilo que for objeto de crítica da imprensa não passará de uma campanha da oposição, pois o governo só quer o bem do povo. E, no entanto, o inferno está cheio de boas intenções (taí o Sarney, que não me deixa mentir). Será preciso ainda lembrar que, em outras épocas, jornais sofreram empastelamentos, perseguição política e censura? Que jornalistas foram suicidados, silenciados ou impedidos de trabalhar? Que alguns lidam com situações assim ainda hoje, em certos rincões do país? Esse discurso de criticar a mídia como se fosse uma entidade satânica é monolítico, generalizante e, portanto, tão burro e parcial quanto os textos do Diogo Mainardi. Trata-se de uma maneira de calar a sociedade. Nem todo jornal é o jornal Nacional. Nem toda TV é a Rede Globo. Nem toda revista é a revista Veja. Nem todas as intenções do governo são sacrossantas. O PT tem seus próprios órgãos de comunicação, também bastante tendenciosos e ideologizados. É preciso que se defina melhor quais e quantas são as mídias, no que elas se diferenciam, quais são seus donos e suas intenções não-explícitas. Tendo isso em conta, é possível fazer uma leitura crítica das TVs e dos jornais. Ao lado disso, é preciso combater o monopólio da informação, estatal ou privado. O resto é autoritarismo enrustido.

07/10/2009

14/09/2009

Vejam lá no blog do Massote um novo post sobre a questão (mal explicada) do World Trade Center: Ataque às torres gêmeas (tradução deste que vos fala).

10/09/2009

Zeca Pagodinho


Pro broda Zu Moreira
Tem duas recentes traduções deste vosso criado no blog do Massote, ambas muito elucidativas. Confiram lá: Crise: retorno a Marx e O caos afegão

06/09/2009

Ser síndico de prédio é um excelente modo de conhecer a alma humana. Original do Mato Grosso, o sujeito resolveu dedicar-se à carreira de popstar. Montou banda, distribuiu flyers, marcou shows e, após gastar os tubos em autopromoção, evidentemente fracassou. Falido, passou num concurso público em Minas Gerais, largou mulher e filho no Mato Grosso e veio dar com os costados aqui, onde arrumou outra mulher e outro filho. Apresentou-se dizendo que havia desistido da carreira de popstar e que a sua vida agora era o serviço público. Mas finalizou a conversa pedindo meus préstimos de ilustrador para fazer-lhe um boneco, com a guitarra em punho, a ser posto na sua página na internet. Telefone, blog, joguei tudo no lixo, como sempre faço nesses casos.
A vaidade, assim como a esperança, é a última que morre.

03/09/2009

30/08/2009

Diz o Massote que o governo Lula ressuscitou o axioma do Jarbas Passarinho: às favas com os escrúpulos.

29/08/2009

26/08/2009

20/08/2009

14/08/2009

07/08/2009

Zé de Castro


José de Castro, jornalista de que o Aécio Neves não gosta de ouvir falar.

03/08/2009

30/07/2009

Jamelão.


Mais um pro blog do meu amigo Zu.

24/07/2009

Acabo de traduzir uma entrevista com o sociólogo estadunidense James Petras, muito elucidativa sobre a questão hondurenha. Confiram no blog do Massote: Petras

23/07/2009