Pílulas sobre cinema, arte, hqs e cartuns, comentários efêmeros, confissões inconfessáveis, movimentos barrocos, delírios, divagações, elucubrações e exibicionismos baratos.
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12/03/2009
Minha tia conferiu a estréia do "Filho do boi Coringa". De repente, um dos atores apareceu como veio ao mundo. Ela olhou, fez seus cálculos e manifestou: ele está de malha transparente, não é possível. Mas a "coisa" balançou, a um movimento mais eloquente do ator. Foi aí que minha tia finalmente percebeu: o cara estava realmente pelado...
06/03/2009
Jornalista, meu pai sofreu as consequências da ditadura: falta de trabalho e censura. Escondeu um de seus pares (o Rachid, grande cara), na garagem de casa durante seis meses. A gente morava num bairro distante (o Eldorado), daí que não incomodaram o Rachid enquanto lá ficou, até que pudesse fugir para Brasília. O Wander Pirolli, falecido há coisa de dois anos, escreveu uns lances sobre o velho numas crônicas que fez para a rádio Inconfidência. Quando eles trabalhavam no "Sol", meu papi sapecou uma manchete pesada em letras garrafais na primeira página do jornal. O editor chamou o velho e deu-lhe uma bronca. O velho saiu-se com essa: "Foi o título mais leve que consegui encontrar".
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