Pílulas sobre cinema, arte, hqs e cartuns, comentários efêmeros, confissões inconfessáveis, movimentos barrocos, delírios, divagações, elucubrações e exibicionismos baratos.
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03/11/2012
Carica dos Beatles, feita pro blog do Mastrotti. Confiram a entrevista deste que vos fala aqui.
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caricatura dos Beatles
11/02/2009
É preciso fazer alguma justiça a "Yellow submarine", entretanto. É um filme de baby-boomers, gente ainda sob a influência do pós-guerra. Veem-se, muitas vezes, os azuis a bombardear a cabeça de um general ou coisa assim (talvez o próprio Sargento Pimenta). Trata-se, sem dúvida, de um herói de guerra inglês. O que o filme parece querer dizer, afinal, é que está-se em outro tempo, um tempo em que a hegemonia (no sentido gramsciano) dos países ocidentais (dos aliados, enfim), vai se dar, agora, pela via da cultura e não à custa de chumbo. Era a mensagem da época: revolucionar, subverter a cultura, por que é nela que repousam, latentes, todos os males do mundo. Mas "Yellow submarine" subverte, ao se manter fiel à historinha linear e maniqueísta? Claramente não. O filme só resiste, então, como testemunho da extraordinária criatividade e domínio técnico dos desenhistas, os grandes responsáveis pelo seu sucesso.
10/02/2009
Revi o "Yellow submarine" dos Beatles pela enésima vez. Alguns desenhos ainda parecem fantásticos (a animação é soberba, uma obra-prima da psicodelia), mas a impressão geral é que tudo soa um pouco datado. O "peace and love" do filme é puro devaneio, especialmente quando se pensa nas guerras que rolavam na época. Os "azuis" surgem como uma clara referência ao comunismo, embora inconfessada. Isso não seria problema se a antítese aos "azuis" não fosse tão falsamente estável, pacífica, bonitinha e bucólica. (Mais tarde, esse apelo a um mundo nirvânico, lindinho e florido sucumbiria miseravelmente, sob a consciência anárquica dos punks, críticos ferrenhos da monarquia e do capitalismo pós-industrial.) Engraçado, até a música parece agora datada. Os desenhos, entretanto, conservam frescor e genialidade. Sabem o que acho? Os desenhistas poderiam ter feito miséria com toda a tecnologia, grana e disposição que tinham no período. Mas aí veio um roteirista, talvez egresso da publicidade e, abençoado pelos Beatles, bolou aquele script fuleiro...
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