
Pílulas sobre cinema, arte, hqs e cartuns, comentários efêmeros, confissões inconfessáveis, movimentos barrocos, delírios, divagações, elucubrações e exibicionismos baratos.
11/07/2008
02/07/2008
Tribulações de um síndico
O sujeito bateu à minha porta com uma intimação para o morador do 15. Sinistro, procurou extrair uma série de informações desnecessárias, como os horários do condômino no prédio, sua vida cotidiana, seu emprego, seus hábitos. Só faltou pedir o nome dos pais e dos familiares. Percebi que o cara, um policial civil, estava indo além de suas atribuições e disse a ele não poder dar mais informações do que o previsto na Constituição. Ele então parou com as perguntas, admitindo inclusive estar fora do horário permitido por lei para entrar na casa dos outros. A forma intimidatória que utilizou para me abordar dentro de minha própria casa, contudo, lembrou o passado militar brasileiro, de tão triste memória. O fato, somado a situações recentes, como o caso da favela da Providência no Rio, a invasão da PM na UFMG agredindo estudantes, as ações (ir)regulares da polícia no dia-a-dia contra jovens e crianças pobres nas periferias, leva à constatação de que o cadáver da ditadura segue insepulto entre nós, gerando toda sorte de malefícios. Se não reagirmos a tempo, daqui a uns dias estaremos habitando o pesadelo kafkiano de "O processo" sem saber porquê.
01/07/2008
30/06/2008
26/06/2008
25/06/2008
Dona Ruth
Chargeei a D. Ruth milhares de vezes. Mas sempre a desenhei como uma espécie de grilo falante do FHC, mais honesta e mais inteligente. Admirava muito a sua figura, à prova de imposturas e empulhações. Vai-se uma grande brasileira.
Códices
Assim como hoje trocam-se filmes, antigamente trocavam-se livros. Embora tenha passado cerca de dois terços da minha vida no cubo escuro de um cinema, confesso que prefiro trocar livros, com os quais tenho uma relação profundamente erótica. Gosto de cheirá-los (sobretudo quando novos), acariciar suas capas, perceber a singularidade de sua tipografia. Observo com interesse a ação do tempo sobre páginas tornadas gastas pelos sucessivos olhos que ali transitaram, os colofões, os ex-libris, as dedicatórias infames, as anotações de eventuais leitores. Alguns livros nem mesmo é necessário ler: ficam virgens na estante até serem absorvidos por osmose, conforme ensina Eco. E quando chego ao cabo de um dos bons, já quero voltar a ele, passear novamente pelas veredas por onde me levou. Não que eu não troque filmes, gosto disso também. Mas dvds emprestados ficam parados, presos em feias caixas de plástico, até que um dia eu tenha tempo e paciência de libertá-los. Não há o toque macio dos livros, não há osmose: é preciso disciplina para receber a imensa carga de informações que um filme traz. E sem o adjutório do texto impresso fica ainda mais difícil, ao menos para mim, assisti-lo do modo mais adequado. Longa vida ao velho códex!
24/06/2008
Rawet
Já leu Samuel Rawet, baby? Então faça o favor de ler. É talvez o melhor escritor brasileiro da segunda metade do século vinte. Estou às voltas com seus contos e novelas, amargos como quê. Morava só, era meio maluco e foi encontrado morto em sua casa - provavelmente se suicidou. Estrangeiro radicado no Brasil, seu texto é a voz do exilado numa terra de ninguém.
Recomeço
Recomeça...
Se puderes,
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
do futuro,
Dá-os em liberdade
Enquanto não alcances,
Não descanses.
De nenhum fruto
queiras só metade.
Miguel Torga
(Este bom poeta português foi um perseguido de Salazar. Na parede de uma igreja, no ponto mais alto do D'Ouro - o nome da localidade é São Gonçalo da Galafura -, tem um poema dele, escrito em azulejos azuis. "Oração ao rabelo", se não me falta a memória.
Se puderes,
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
do futuro,
Dá-os em liberdade
Enquanto não alcances,
Não descanses.
De nenhum fruto
queiras só metade.
Miguel Torga
(Este bom poeta português foi um perseguido de Salazar. Na parede de uma igreja, no ponto mais alto do D'Ouro - o nome da localidade é São Gonçalo da Galafura -, tem um poema dele, escrito em azulejos azuis. "Oração ao rabelo", se não me falta a memória.
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22/06/2008
Elas
Mulheres são boas quando loquazes. Falantes, elas despem-se, desnudam-se diante de nossos olhos incrédulos. Mudas, estão a tramar alguma coisa, e podem desestabilizar o universo com um simples movimento dos lábios. Todo homem de juízo deve rezar sempre: Senhor, livrai-me da mulher calada, amém!
19/06/2008
Espetáculo degradante
Engana-se quem ainda pensa que futebol é o esporte das massas. O espetáculo degradante em que se tornou o recente Brasil x Argentina provou o quanto essa noção está definitivamente mudada. No Mineirão, ontem, não havia lugar para pobres: nas arquibancadas, somente a bourgoisie mineira deu as caras. Tudo não passou de um show (de extremo mau gosto, diga-se) feito para as câmeras, com direito à presença de ricos e famosos, como o governador Aécio Neves, ídolos do esporte e artistas globais. Esperto, Neves viu no clássico a oportunidade de se auto-promover nacionalmente, motivo pelo qual gastou os tubos com a reforma do estádio e com um aparato de segurança no mínimo desnecessário. O movimento para riscar o povo sumariamente desse programa ruim começou já no preço dos ingressos: o mais barato, na geral, era R$30,00. Por mais fanático por futebol, que assalariado vai ter 30 paus para gastar com um lazer tão caro? O resultado, política e moralmente lamentáveis, parece ser fruto da tendência midiática atual de sempre fazer vista grossa às nossas eternas mazelas.* Só faltou a arquibancada, em vez de vaiar, balançar as jóias pedindo a cabeça do Dunga.
*O Brasil já foi menos cínico: que saudade de Joaquim Pedro de Andrade, com o seu Garrincha, alegria do povo! Que saudade de Glauber! Que saudade dos diretores cinemanovistas!
*O Brasil já foi menos cínico: que saudade de Joaquim Pedro de Andrade, com o seu Garrincha, alegria do povo! Que saudade de Glauber! Que saudade dos diretores cinemanovistas!
18/06/2008
Ziggy Stardust
Ninguém me disse, tampouco li em semanários de rock, mas o clássico Ziggy Stadurst, do David Bowie, foi muito provavelmente inspirado na figura do Iggy Pop. Descobri por acaso, assistindo a um vídeo dos anos 1970, no qual o iguana entrevista-se para uma TV francesa. No vídeo, Iggy Pop mostra a...ãnh....bunda acintosamente para as câmeras. Para além da evidente homonímia Ziggy/Iggy, um dos versos da música de Bowie diz: Ziggy played for time, jiving us that we were vodoo/and kids were just crash/he was the nazz, with a god given ass. Como se sabe, o Iggy Pop tem um traseiro substantivo e o disco do Bowie é exatamente do período em que o maluco inventor do punk estava bombando e despirocando geral. Naquela época, Bowie costumava cantar covers do iguana e do Lou Reed: tirou os dois do oblívio, para a sorte e saúde do velho e bom rock’n’roll. But boy could he play guitar...
13/06/2008
Iggy Pop
Se você, como eu, adora o Iggy Pop, não pode perder isto: o cara, ao vivo, nos anos 70, com os Stooges, mandando ver The passenger!! Yeahhh!!
http://www.youtube.com/watch?v=y4hPnZUMBwA&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=y4hPnZUMBwA&feature=related
12/06/2008
10/06/2008
06/06/2008
Recuerdos de Guarapari
04/06/2008
Vampyr
Querem um filme realmente estranho? Vampyr (1931), do Carl Dreyer. Pesadelo surrealista é pouco para defini-lo. Causou um colapso nervoso no diretor, que demorou para se recuperar do fiasco de bilheteria. O filme também conduziu seus produtores à falência. Quanto ao público, ninguém entendeu absolutamente nada. Muitos continuam sem entender...
Livros do mal
Há livros que modificam a vida das pessoas, e isso não é um clichê para vender best-sellers de auto-ajuda. Para o bem e para o mal (o que quer que seja bem e mal), determinadas obras são capazes de nos influenciar tão profundamente que nos esquecemos até mesmo de nossas referências anteriores. A tela demoníaca, de Lotte Eisner, que li em 2003, por exemplo, marcou decisivamente o meu modo de desenhar e de ver o mundo. Depois desse livro, passei de um traço underground (eu me gabava disso, vejam só) a um expressionismo dos mais sinistros. A tela demoníaca, como se sabe, é um clássico sobre o cinema expressionista do pós-guerra alemão. Nele, Eisner desvela a atmosfera que produziu um dos mais radicais estilos cinematográficos de todos os tempos. É um livro feito de augúrios, pesadelos, emanações mefíticas, visões de horror, de loucura, de morte e de desespero. É a anti-auto-ajuda por excelência, são as entranhas da alma alemã, mostradas com expressividade elevada ao seu grau máximo. Nunca mais fui o mesmo depois desse livro. Pior: na sequência ainda devorei De Caligari a Hitler, do Siegfried Kracauer, e As sombras móveis, do Luiz Nazário: deu no que deu. Quem avisa amigo é, não leiam esses livros!
02/06/2008
28/05/2008
Sexo e TV em cores
Homem do século passado, lembro-me perfeitamente da chegada – um tanto atrasada – da TV em cores à casa dos meus pais, nos idos de 1980: o fato teve conseqüências profundas no contexto familiar. Em pouco tempo, o aparelho tornou-se o centro das atenções; a TV antiga, em preto-e-branco, foi rapidamente descartada, e a programação passou a ser esquadrinhada pela minha mãe. O tubo catódico ganhou uma inédita carga erótica: ligá-lo significava ter acesso, principalmente à noite, a um mundo repleto de promessas sexuais. Não que não houvesse erotismo antes da cor. O problema é que, em cores, tudo parecia incrivelmente mais lúbrico e sensual. E quanto mais a minha mãe tentava controlar o monstro que ela mesma criou, maior tornava-se o nosso interesse pelas imagens. A cena inocente de uma garota fazendo piquenique na grama, por exemplo, surgia incrivelmente picante. Anúncios de lingerie e de desodorante feminino pareciam mais calientes do que nunca. Beijos de novelas eletrizavam a nossa imaginação, causando-nos sucessivas noites mal-dormidas. A correta e salutar prática do onanismo em nossa família, em suma, deve muito ao advento da TV colorida.
26/05/2008
5 dias entre sol e mar
A vida pediu uma pausa, e zarpei com o Roni e o Eugênio para Guarapari. Éramos três cavaleiros combalidos por muitas lutas inglórias em busca de lavar a alma nas águas do mar. Água de côco, cerveja, moqueca e camarão foram a tônica, com espaço também para alguma ostra. O destaque foi um almoço na Cantina do Curuca, um restaurante enorme, só com mulheres atendendo e cozinhando, perto de Meaípe. No cardápio, bobó e rizoto de camarão. Show!
17/05/2008
Amor e ódio no cinema
Tarkovski odiava Eisenstein, que odiava Dziga Vertov, que odiava Pudovkin, que amava Griffith, também amado por Hitchcock, por sua vez odiado por Orson Welles, visceralmente amado por Godard, que também amava Rosselini e Samuel Fuller, à mesma intensidade que Nicholas Ray, que tinha ódio mortal de Hitchcock, muitíssimo amado por Truffaut, amante também de Cassavetes e de Fritz Lang, que não amava absolutamente ninguém.
16/05/2008
Frase filosófica do dia
Do meu grande amigo Roni Miranda: "Nada está tão ruim que não possa piorar".
15/05/2008
Sorria, você está sendo bisbilhotado
Ao saber da invenção das máquinas xerox, o primeiro-ministro italiano Julio Andreotti - notório mafioso, entre outras virtudes - fez o diagnóstico: haviam se acabado os segredos de estado. A frase cai como uma luva para os dias atuais. Não há nada na internet hoje que não seja de conhecimento amplo e generalizado. Tudo, virtualmente, pode ser armazenado em algum lugar e visto por outras pessoas, até as mensagens mais íntimas e pessoais. Mas quem está interessado em tanta bobagem?
14/05/2008
Vai-se Rauschenberg
Um minuto de silêncio para Robert Rauschenberg, papa da pop art - ao lado de Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Tom Wesselmann e outros grandes -, falecido ontem aos 82 anos. Rauschenberg contribuiu para modificar o panorama das artes plásticas em meados do século vinte, incorporando signos urbanos, trastes da indústria de consumo e materiais os mais diversos às suas assemblages. Tive oportunidade de conferir os trabalhos dele numa bienal em São Paulo. Era muito, muito bom.
13/05/2008
Bauhaus rides again
Li na Folha que o Bauhaus voltou, mais gótico do que nunca! Pensei que os caras tivessem morrido, com aqueles excessos todos, ou trocado o sangue e se tornado senhores gordos e respeitáveis!! Ainda ontem estava ouvindo Who killed mister moonlight?: “All our dreams have melted down / We’re hiding in the bushes / From dead man doing Douglas Fairbanks stunts / All our stories burnt / our films lost in the mushes / We can’t paint any pictures as the moon had all the brushes / Extracting wasps from stings in flight / Who killed mister moonlight?” Estou curioso para saber como a banda está hoje.
12/05/2008
Roma, cidade aberta
Roma, cidade aberta (Rosselini, 1945) está para o cinema assim como a Guernica está para a arte moderna. Filme e pintura são não apenas emblemáticos de um período na história do século vinte, mas também marcos sagrados do que de melhor a humanidade já produziu em matéria de arte. É impossível ver o filme sem se emocionar. Escrevo e já me debulho em lágrimas, ao me lembrar da história, baseada na trajetória de personagens que integraram a resistência – houve uma – ao nazi-facismo italiano. Falar mais seria cansar as palavras. Ou matar o filme. Vá e veja.
10/05/2008
Ranking dos bares
Sobe
Patorroto (Prado)
Tira-gosto: nota 7 (muito criativo o prato “aquarela brasileira”); atendimento: nota 7 (os garçons não se esforçam muito em ser simpáticos); banheiro: nota 6 (limpo e seco, graças a Deus). Ponto fraco: as mesas ficam na calçada e na rua, for God sake!
Bar do Doca (Gutierrez)
Tira-gosto: nota 8 (o torresmo estava duro); atendimento: nota 9 (o cara que verifica as mesas vagas é legal); banheiro: nota 7. Tem um boteco vizinho, muito bom também, com chorinho ao vivo e tudo mais.
Patorroto (Prado)
Tira-gosto: nota 7 (muito criativo o prato “aquarela brasileira”); atendimento: nota 7 (os garçons não se esforçam muito em ser simpáticos); banheiro: nota 6 (limpo e seco, graças a Deus). Ponto fraco: as mesas ficam na calçada e na rua, for God sake!
Bar do Doca (Gutierrez)
Tira-gosto: nota 8 (o torresmo estava duro); atendimento: nota 9 (o cara que verifica as mesas vagas é legal); banheiro: nota 7. Tem um boteco vizinho, muito bom também, com chorinho ao vivo e tudo mais.
09/05/2008
Vertov
De todos os visionários (re)inventores do cinema, um dos que mais gosto é Dziga Vertov. Na década de 20, lançou um manifesto atrás do outro, todos perpassados de inflamado espírito moderno. Quem não se lembra do "Cine-olho", que gerou a reação do Eisenstein, propondo o "Cine-punho"? Revolucionário engajado, Vertov pensava o cinema como um meio instituído da missão suprema de revelar a realidade. Detestava a ficção, considerando-a, como a igreja, mais um dos ópios do povo. Para Vertov, o documentário seria o gênero adequado para construir o novo homem socialista. Não foi muito levado a sério na época, mas hoje seu filme "Um homem com a câmera" está entre as melhores coisas que o cinema já produziu. (Depois transcrevo uns trechos do interessantíssimo "Manifesto dos Knoks".)
07/05/2008
05/05/2008
Sobe, com reservas
Charlotte (Santa Tereza)
Banheiro: nota 0 (não tem, é preciso ir ao do bar ao lado, que é um buraco aberto no subsolo); tira-gosto: nota: 1 (parece que a fritas - sic - tem queijo); atendimento: não me lembro, estava bêbado. Podia ser um pusta bar legal, considerando-se os (as) frequentadores (as). Sério incoveniente: as mesas ficam na calçada e na rua. Vai pra zona de rebaixamento, com chances de subir de posição durante o campeonato.
Banheiro: nota 0 (não tem, é preciso ir ao do bar ao lado, que é um buraco aberto no subsolo); tira-gosto: nota: 1 (parece que a fritas - sic - tem queijo); atendimento: não me lembro, estava bêbado. Podia ser um pusta bar legal, considerando-se os (as) frequentadores (as). Sério incoveniente: as mesas ficam na calçada e na rua. Vai pra zona de rebaixamento, com chances de subir de posição durante o campeonato.
04/05/2008
O sonho de Cassandra
O sonho de Cassandra tem uma trama em certos pontos até previsível. Porém, o modo como Woody Allen conduz o filme é magistral. Num roteiro bem trabalhado, Allen lembra Billy Wilder em Pacto de sangue (1944), fazendo com que o espectador se identifique com os protagonistas e torça por eles quando se tornam assassinos. Alguém ainda encarna a ética, num mundo onde só parece haver corruptos: é o irônico pai, alter ego de Allen. A punição vem rápido, num desfecho nada trivial, na forma da auto-destruição dos personagens centrais. Allen está velho e cada vez mais corrosivo: por pouco, não se trata de um filme noir.
Ranking dos bares de BH
Sobe
Estabelecimento (Serra)
Banheiro: nota 5; atendimento: nota 10; tira-gosto: nota 10. A casa anda cheia devido ao Comida de Buteko, que lota demais o bar. Mas o ambiente, a decoração e os atendentes são muito simpáticos.
Chefe Túlio (Sagrada Família)
Banheiro: nota 7; atendimento: nota 6; tira-gosto: nota 8. É o ambiente mais agradável de Belo Horizonte, em plena Santa Tereza, numa esquina que lembra a de um bulevar parisiense.
Desce
Cartola (Caiçara)
Banheiro: nota 1; atendimento: nota 2; tira-gosto: nota 2. Tradicional reduto do samba, o Cartola fica lotado aos sábados. Porém a direção não investe em mais conforto para os clientes. Aqui, o negócio é dançar ou dançar.
Charles (Savassi)
Banheiro: nota 3 (só entra de canoa); atendimento: nota 3 (garçons mal-humorados); tira-gosto: nota 7 (o mexido é uma boa pedida). A música alta atrapalha quem gosta de uma boa conversa.
Western House (Centro)
Banheiro: não conferi; atendimento: nota 0; tira-gosto: nota 0 (fritas e boi picado, no one deserves!). Talvez o pior bar de Belo Horizonte: som alto, clientes bregas, decoração brega, música brega. Fuja correndo.
Estabelecimento (Serra)
Banheiro: nota 5; atendimento: nota 10; tira-gosto: nota 10. A casa anda cheia devido ao Comida de Buteko, que lota demais o bar. Mas o ambiente, a decoração e os atendentes são muito simpáticos.
Chefe Túlio (Sagrada Família)
Banheiro: nota 7; atendimento: nota 6; tira-gosto: nota 8. É o ambiente mais agradável de Belo Horizonte, em plena Santa Tereza, numa esquina que lembra a de um bulevar parisiense.
Desce
Cartola (Caiçara)
Banheiro: nota 1; atendimento: nota 2; tira-gosto: nota 2. Tradicional reduto do samba, o Cartola fica lotado aos sábados. Porém a direção não investe em mais conforto para os clientes. Aqui, o negócio é dançar ou dançar.
Charles (Savassi)
Banheiro: nota 3 (só entra de canoa); atendimento: nota 3 (garçons mal-humorados); tira-gosto: nota 7 (o mexido é uma boa pedida). A música alta atrapalha quem gosta de uma boa conversa.
Western House (Centro)
Banheiro: não conferi; atendimento: nota 0; tira-gosto: nota 0 (fritas e boi picado, no one deserves!). Talvez o pior bar de Belo Horizonte: som alto, clientes bregas, decoração brega, música brega. Fuja correndo.
02/05/2008
Tem um colega fazendo o que considero o desafio supremo de um desenhista: ilustrar o Quixote. E em quadrinhos! É o Biradantas, companheiro da revista Front. Pelo que já vi dos desenhos, será uma obra-prima. E o estilo do Bira casou muito bem com a proposta, dando ao livro de Cervantes uma roupagem moderna e bem-humorada. Avante e parabéns, grande Bira! Confiram no blog dele: http://domquixotehq.blogspot.com/
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