Pílulas sobre cinema, arte, hqs e cartuns, comentários efêmeros, confissões inconfessáveis, movimentos barrocos, delírios, divagações, elucubrações e exibicionismos baratos.
08/04/2009
07/04/2009
06/04/2009
Guz
Voz tonitruante, gargalhadas satânicas, óculos de lentes grossas, barriga proeminente, a perna esquerda com sérios problemas reumáticos. Guz é um tipo curioso de caricaturista, não apenas no aspecto físico. Em certo sentido, parece-se com o Lacarmélio, aquele quadrinista que sai por aí vendendo a si mesmo pelas esquinas, misturando atividade artística com publicidade. A exemplo do autor de “Celton”, Guz se auto-promove o tempo todo, exaustivamente, com bottons, cartões, sites, blogs na internet e até ímãs de geladeira. Suas caricaturas são reverentes, retratos bem-educados de seus modelos. Baseiam-se mais na relação entre artista e modelo, construída durante o trabalho, marcado pela conversa fluida e bem-humorada. E a sua prosa é, talvez, o que ele tem de melhor, eivada de palavrões e referências a mulheres, cheia de histórias pitorescas da ditadura militar, sempre com um olhar crítico para a caótica Belo Horizonte atual. Já os desenhos são os de um publicitário, mais que os de um caricaturista. Não por menos, vendem incrivelmente bem. Já fiz muita caricatura em boteco e sei como essa arte é difícil: as pessoas querem sempre “sair bem na foto”. Guz costuma fazer seus retratados melhores do que eles são. E também faz o lado palhaço que todos querem ver no cartunista. Resultado: ganha mais com a caricatura do que com a magérrima aposentadoria de engenheiro.
03/04/2009
Irrthum
Trabalhei com o Luciano Irrthum no "Tempo". Era um cara tão "sui generis" quanto seu nome, com aqueles dois estranhos erres no meio. Tudo que tocava virava desenho. Fazia-o infinitamente bem, sem medo de errar, numa produção vulcânica para o jornal. E era um cara ótimo, fino, desencanado, meio punk, muito boa praça, um dos melhores papos da redação. Um dia, chegou e me disse: "tomei duas caracus com ovo antes de vir trabalhar, cara!" A jornada massacrante no jornal provavelmente o obrigava a essas flutuações. Tinha de desanuviar, fosse desenhando, fosse batendo papo ou bebendo uma caracu com ovo. Certa vez, fez uma caricatura minha, com a tampa da cabeça levantada e uma outra figura sugando meu cérebro pelo canudinho. Era o retrato da exploração a que o jornal nos submetia. No ponto de ônibus, me segredou a versão da Bíblia em quadrinhos que tinha em mente desenhar: uma Bíblia à la Irrthum, punk, cheia de sexo, sangue, porrada e loucura (não muito diferente da original, é verdade, mas no desenho dele ficaria o máximo). Devo ao Irrthum saber hoje trabalhar com o Photoshop, programa que dominava como ninguém. Perdi o contato com ele, depois que saí do jornal. Soube que foi morar no interior, de onde tirou ainda mais inspiração para suas histórias malucas e seus desenhos barroco-lisérgicos. Recentemente lançou um revista, que ainda não li, mas que deve ser genial, como tudo do Irrthum. Descobri o site dele no blog do Alves, outro cartunista dos bons. Vale uma visita ao Irrthum . E depois comprem também a revista "A comadre do Zé", já nas bancas.
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30/03/2009
26/03/2009
24/03/2009
21/03/2009
Madonna é filha de uma época em que se buscou fazer, do próprio corpo, um discurso publicitário de poder. Schwarzenneger e Michael Jackson são dessa mesma época. O primeiro tornou-se um político de direita, um dos ícones da política massa bruta, burra, tacanha e truculenta (como seus personagens no cinema). Já Michael virou uma caricatura de pop-star, mutante cuja fisonomia de ectoplasma traduz perfeitamente aquilo que ele é, no plano moral: um adulto com sérios problemas. E a Madonna? Publicizou o mito da mulher forte, "independente", mas sucumbiu à família nuclear casando-se com o péssimo cineasta Guy Ritchie. Pobrezinho...
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20/03/2009
Carol e o Tímpano
Minha amiga Carolina Brauer, musicista e jornalista de boa água, acaba de inaugurar o seu "projeto Tímpano". Conforme esse projeto, a Carolina dá aulas de música para a criançada e até para bebês. Que venham os futuros Jimmy Pages, Pacos de Lucía e Joões Gilberto, embalados pela Carol! Vale conferir o site do Tímpano, muito bacana, por sinal.
17/03/2009
16/03/2009
14/03/2009
12/03/2009
Minha tia conferiu a estréia do "Filho do boi Coringa". De repente, um dos atores apareceu como veio ao mundo. Ela olhou, fez seus cálculos e manifestou: ele está de malha transparente, não é possível. Mas a "coisa" balançou, a um movimento mais eloquente do ator. Foi aí que minha tia finalmente percebeu: o cara estava realmente pelado...
11/03/2009
Certa vez, meu pai ganhou um concurso de peças teatrais, e o Palácio das Artes resolveu encenar "O filho do boi Coringa". O espetáculo foi um sucesso (com o aparecimento do 1º nu masculino da história do teatro mineiro, reza a lenda - um escândalo). Aí perguntaram o velho se ele já tinha ido ver a peça. Ao que ele respondeu: "Ainda não. O ingresso está muito caro." (O registro é do Aloísio de Moraes, no jornal "Pauta", do Sindicato dos Jornalistas).
08/03/2009
Outra do velho
Perguntaram pro meu pai, nos idos da ditadura, o que ele estava achando da situação. Ao que ele ripostou: "Bem, há as classes armadas e as classes alarmadas". (Essa o Sebastião Nery registrou no livro "Folclore político".)
07/03/2009
06/03/2009
Jornalista, meu pai sofreu as consequências da ditadura: falta de trabalho e censura. Escondeu um de seus pares (o Rachid, grande cara), na garagem de casa durante seis meses. A gente morava num bairro distante (o Eldorado), daí que não incomodaram o Rachid enquanto lá ficou, até que pudesse fugir para Brasília. O Wander Pirolli, falecido há coisa de dois anos, escreveu uns lances sobre o velho numas crônicas que fez para a rádio Inconfidência. Quando eles trabalhavam no "Sol", meu papi sapecou uma manchete pesada em letras garrafais na primeira página do jornal. O editor chamou o velho e deu-lhe uma bronca. O velho saiu-se com essa: "Foi o título mais leve que consegui encontrar".
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05/03/2009
Onde foi parar o bizarro deputado do castelo? Decerto não recolheu-se ao calabouço. Apareceu livre, leve e solto numa "sessão" plenária outro dia, com direito a tapinha nas costas e o glacê da mais pomposa retórica : "O ilustre deputado é um homem de bem, um homem honrado". E aquele incrível arquivo-vivo, além de dono de mansão paradisíaca à beira-lago, também o homem que controla o orçamento milionário do Senado? Sarney deu jeito de varrê-lo para debaixo do tapete, antes que a sujeira respingasse nele e noutros figurões. "Não há nada que deslustre o nobre funcionário, um dedicado cumpridor dos deveres a quem esta casa é sobretudo devedora". E como.
03/03/2009
27/02/2009
Sarney
Tenho pavor de figuras “públicas” como o José Sarney. Há um filme do Glauber Rocha, Maranhão 66, que já mostra este senhor no palanque d’algum sertão nordestino em 1966, rodeado por miseráveis, fazendo um discurso tão ruim quanto o que sempre se esforça em fazer, hoje, nas tribunas do Senado. Além do texto preciosista, fraco, insosso, é preciso ter estômago para agüentar a figura física e moralmente execrável desse parasita do estado brasileiro desde tempos imemoriais. O Glauber foi brilhante ao colocar, no filme, cenas de gente semi-morta, famélica, doente e assolada por moscas nos hospitais públicos do Maranhão, enquanto o Sarney derrama seu palavrório em off. Uma ironia que, por sorte, o “alto acadêmico” Sarney não percebeu: foi ele o financiador do filme. O que talha o sangue é saber que, quando essa figura grotesca morrer, não faltarão homenagens ao “ilustre brasileiro, defensor dos fracos e dos oprimidos, baluarte da luta pela liberdade em nosso país, elevado caráter e artesão supremo do nosso vernáculo”. Tudo pago com dinheiro seu, meu, nosso, naturalmente. Dá ânsia de vômito.
25/02/2009

Um editorial da Folha chamou a ditadura militar de "ditabranda", o que gerou um manifesto de repúdio de vários intelectuais. Eu assinei o manifesto e fiz esse desenho. Para conferir o texto, vão lá no blog do Massote: http://massote.pro.br.
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20/02/2009
Leiam nesta matéria do "El país" http://www.elpais.com/articulo/agenda/Quien/mono/vineta/elppgl/20090220elpepiage_3/Tes a recente polêmica sobre a charge de um caricaturista do New York Post, um jornal reacionário, na qual o Obama é vítima de preconceito descarado. Como eu disse aí embaixo, cartum bom é para poucos.
Do humor
Encontrei um fã dos meus cartuns (talvez o único) na fila do banco. Conversa vai, conversa vem, enumerou algumas coisas de que gosta em matéria de humor gráfico. Citou, por exemplo, um site que odeio, o charge.com, e outro, que também detesto, o humortadela. Em contraponto ao fã, falei dos irmãos Caruso e de como esses gênios da charge derrubaram um presidente, nos anos Collor. Bem, aqui vai uma necessária canônica: por que os Caruso são melhores do que o charge.com? Ora, por que a parafernália audiovisual de que o charge.com se vale não acrescenta nada à tradição da boa caricatura: os desenhos são de um péssimo realismo e as piadas são apelativas. A caricatura, como se sabe, é filha bastarda do desenho clássico. Nasceu, se se quiser uma data burocrática, nos intervalos das aulas no ateliê dos irmãos Caracci, durante a Renascença. Nesse sentido, trata-se de um exercício primeiramente visual. Por último, vem o texto, que, necessariamente, deve ser mínimo, senão ausente. Os Caruso, por exemplo, dão o recado com o mínimo de palavras e o máximo de desenho. Seus trabalhos ficarão expostos no museu do cartum. O charge.com vai desaparecer miseravelmente, junto com quase tudo que se faz hoje no mundo virtual...
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Irmãos Caruso
18/02/2009
12/02/2009
11/02/2009
É preciso fazer alguma justiça a "Yellow submarine", entretanto. É um filme de baby-boomers, gente ainda sob a influência do pós-guerra. Veem-se, muitas vezes, os azuis a bombardear a cabeça de um general ou coisa assim (talvez o próprio Sargento Pimenta). Trata-se, sem dúvida, de um herói de guerra inglês. O que o filme parece querer dizer, afinal, é que está-se em outro tempo, um tempo em que a hegemonia (no sentido gramsciano) dos países ocidentais (dos aliados, enfim), vai se dar, agora, pela via da cultura e não à custa de chumbo. Era a mensagem da época: revolucionar, subverter a cultura, por que é nela que repousam, latentes, todos os males do mundo. Mas "Yellow submarine" subverte, ao se manter fiel à historinha linear e maniqueísta? Claramente não. O filme só resiste, então, como testemunho da extraordinária criatividade e domínio técnico dos desenhistas, os grandes responsáveis pelo seu sucesso.
10/02/2009
Revi o "Yellow submarine" dos Beatles pela enésima vez. Alguns desenhos ainda parecem fantásticos (a animação é soberba, uma obra-prima da psicodelia), mas a impressão geral é que tudo soa um pouco datado. O "peace and love" do filme é puro devaneio, especialmente quando se pensa nas guerras que rolavam na época. Os "azuis" surgem como uma clara referência ao comunismo, embora inconfessada. Isso não seria problema se a antítese aos "azuis" não fosse tão falsamente estável, pacífica, bonitinha e bucólica. (Mais tarde, esse apelo a um mundo nirvânico, lindinho e florido sucumbiria miseravelmente, sob a consciência anárquica dos punks, críticos ferrenhos da monarquia e do capitalismo pós-industrial.) Engraçado, até a música parece agora datada. Os desenhos, entretanto, conservam frescor e genialidade. Sabem o que acho? Os desenhistas poderiam ter feito miséria com toda a tecnologia, grana e disposição que tinham no período. Mas aí veio um roteirista, talvez egresso da publicidade e, abençoado pelos Beatles, bolou aquele script fuleiro...
07/02/2009
04/02/2009
Borges, fundamental
Si el sueño fuera (como dicen) una
tregua, un puro reposo de la mente,
¿por qué, si te despiertan bruscamente,
sientes que te han robado una fortuna?
tregua, un puro reposo de la mente,
¿por qué, si te despiertan bruscamente,
sientes que te han robado una fortuna?
02/02/2009
O boi do sacrifício
O Massote é um homem do verbo. Ligou-me hoje para falar sobre o boi do sacrifício. Entre os tiranos gregos, era comum que pusessem um homem dentro da escultura oca de um bovino, sob a qual ateavam uma fogueira. O sacrificado urrava como boi e aquilo tudo era um entretenimento apresentado em praça pública. O Massote sugere o método para cuidar de determinadas figuras da cena política. Por que não o Sarney?
01/02/2009
30/01/2009
Conversa com o Massote
- Fulano disse que você é muito bom!
- É, Massote, devo ser mesmo. Algo próximo de Deus...
- Você podia se auto-retratar no Olimpo, conversando com Júpiter. Ele te ouvindo...
- Boa, Massote, mas Júpiter ia ter de marcar hora.
- É, Massote, devo ser mesmo. Algo próximo de Deus...
- Você podia se auto-retratar no Olimpo, conversando com Júpiter. Ele te ouvindo...
- Boa, Massote, mas Júpiter ia ter de marcar hora.
26/01/2009
22/01/2009
21/01/2009
19/01/2009
18/01/2009
A recente reforma ortográfica da língua portuguesa tem tintas de ficção científica barata. Até ouço o diálogo, numa reunião secreta na ABL, regada a chá com biscoitos: " - Vamos sequestrar uns acentos, exterminar umas consoantes, bagunçar o coreto das paroxítonas, zonear as palavras com acentos diferenciais e estupidificar as regras para as palavras compostas!! Uarrarrarrá!!! Em seguida, botamos o nosso dicionário no mercado, a única fonte segura na confusão que certamente irá reinar. Após esgotarmos todas as edições nos países lusófonos, estaremos prontos para, com a verba arrecadada, prosseguir com nosso plano sinistro de dominar o mundo. Uarrarrarrá!!! Ah, sim, e o mais importante: José Sarney será a única autoridade para dirimir as dúvidas que ainda persistirem!! Uarrárrárrárrárrá!!! Então, aquilo que era apenas ficção científica de má qualidade se aproxima perigosamente do terror nojento...
17/01/2009
Goya
O encontro entre um mestre do cinema e um mestre da pintura só podia resultar numa obra-prima. Goya, de Carlos Saura, mostra que o cinema pode ser algo mais do que apenas um bom roteiro. Pode ser, afinal, conversar com Deus. Aqui, realiza-se aquilo que já fora percebido pelos pioneiros: tudo é imagem. E Saura se esbalda: usa de um colorido sanguíneo para reverberar o Goya gravurista, fazendo do retângulo luminoso um espaço para exercícios de luz e cor. A narração é episódica, não linear, usa e abusa da narração em off, misturando vozes num contraponto feliz. O clima geral é barroco, não há movimentos pernósticos de câmera, a ênfase é para a performance de Francisco Arrabal, magistral. E há também o comentário metalinguístico, no momento em que Goya diz que a arte é o espaço mágico onde tudo é possível. Falava, também, do cinema. Se faltava o grande filme sobre cinema e pintura, aí está. Obrigado, Saura.
15/01/2009
14/01/2009
Um texto é um texto e seus leitores. A professora argentina leu a Lección de español aí embaixo e fez umas correções. Sugeriu também que eu tirasse o palavrão ("culo"). Concordo com ela. O palavrão está perdendo a dignidade, já dizia o Nelson Rodrigues. Bem, com isso, desaparece qualquer referência ao Francisco de Quevedo e suas "Gracias e desgracias del ojo del culo". A culpa pela tonteria agora é toda minha.
Explicação necessária
Descobri um autor espanhol dos mais interessantes, Francisco de Quevedo, do século XVI. É uma espécie de Rabelais espanhol. Tenho em mãos o "Obras jocosas", de onde tirei inspiração para o texto aí embaixo, sobre o ahn... culo. Fica o registro, portanto. Se alguém não gostar do texto, reclame também com o Quevedo.
13/01/2009
Lección de español
Me gusta viajar para el abismo donde culminan las nalgas. Salgo del pico de los pechos, atravieso la planicie de la barriga, pasando por la fisura del ombligo; me quedo allí el tiempo de rehacerme y sigo por la floresta del pubis. De todo el viaje, la travesía por el pubis es la parte más difícil. No pocas veces me pierdo en esta mata de vellos. Muchas veces no me acuerdo de tener que visitar el abismo y me demoro tiempo demás en el húmedo canal de los grandes lábios. !Ah, dulce perdición! !Quiero ahogarme en estas águas! Pero, tengo que seguir viajando, cojo mi barco y en un rato voy a la oscuridad misteriosa. Llego alfin aquí y ya no veo más nada. !Cuantos ignoran la majestad de estas cavernas, cuantos desconocem la belleza de esta cavidad! Aquí, donde no se da el sol, cercado por las murallas de las nalgas, me quedaré tranquilo como un niño, me olvidaré de todo y daré un basta a la arrogancia y a la insensatez de los hombres. Pero, como Jonas dentro de la ballena, me quedaré en oración, porque sé que esto no durará mucho, sé que luego estaré de vuelta en el mundo, luego seré vomitado de aquí como un perro, luego seré devuelto a la tierra seca.
12/01/2009
08/01/2009
Só as mulheres
Só as mulheres acreditam em Deus. Só as mulheres querem casar. Só as mulheres discutem a relação. Só as mulheres dizem eu te amo. Só as mulheres ficam de olho no que os homens e as mulheres fazem. Só as mulheres engordam a cada vez que se olham no espelho. Só as mulheres ficam nervosas sem nenhuma razão aparente, cinco ou seis vezes por mês. Só as mulheres sangram e não morrem. Só as mulheres veem novela. Só as mulheres "mandam dinheiro agora". Só as mulheres sabem o quanto um homem é, além de falível, patético.
Woodysincrasias
Do mestre Woody Allen: "O sol é a desgraça da minha existência. Detesto o sol. Destesto de manhã, quando eu acordo. Detesto no verão. É carcinogênico. Estava passeando no parque ontem, e tinha gente por todo lado, que nem na pintura de Seurat. Mas o sol estraga tudo, brilhando em cima daquilo."
07/01/2009
Ônibus
- Pra onde este ônibus vai?
- Ele pega a rua Caetés.
- E depois?
- Vai em direção ao bairro, ou seja, à pqp.
- Ele pega a rua Caetés.
- E depois?
- Vai em direção ao bairro, ou seja, à pqp.
04/01/2009
Sonho estranho
Sonhei com um diálogo entre o Keith Richards e uma groupie, na fila do banheiro...
A groupie: - Tá lembrada de mim...?
Keith: - Ei! Você não é aquela que a banda inteira comeu, numa excursão nos anos 70?
Pano rápido!
A groupie: - Tá lembrada de mim...?
Keith: - Ei! Você não é aquela que a banda inteira comeu, numa excursão nos anos 70?
Pano rápido!
02/01/2009
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