27/12/2011

Síndrome de Oito e meio, texto que fiz pro blog da amiga Alice Salles.

12/09/2011

Deus me livre do amor usurário
Deus me livre do amor pidão
Deus me livre do amor perdulário
Deus me livre do amor ladrão
Nem filosofia, nem gramática:
se quiser entender a vida,
consulte o manual de informática.

06/08/2011

Sou um homem que anda na calçada.
Sou um homem que anda.
Sou um homem que.
Sou um homem.
Sou um.
S.O.S.

Poeminha leminskiano

22/06/2011


Capa que fiz pra uma revista da Fafich.

15/03/2011

Nos idos de 88

Fiz muitas coisas legais, mesmo antes de entrar pra Escola de Belas Artes. Meu pai dizia que todo artista que entra para escola depois fica inibido. Tinha uma certa razão. Com 15 anos, eu desenhava pro Suplemento Literário do Minas Gerais e fazia charges pra um jornal semanal. Eu ilustrava bem pacas, sem saber absolutamente nada sobre composição. A intuição e as lições do meu pai me guiavam. Ilustrei até uns contos do velho e um poema em homenagem ao Drummond. Uma subida honra. Confiram aqui: Drummond, aqui: Bley Barbosa e aqui: escultor

21/02/2011

Um último cortado

Vou-me embora pra Pasárgada, onde não sou amigo do rei, as palmeiras já escasseiam, e é raro o sabiá que ainda canta. Tenho fundas raízes numa terra de cerrado, caatinga, floresta e mata-atlântica, mas também de carros, prédios, fumaça e muita safadeza. Não me será difícil mergulhar de novo nesse inferno-céu tão conhecido e peculiar. Quero bem àquele chão ainda úbere, apesar de tudo e todos que o sugam e o fazem foder-se muita vez, como o Peru de Vargas Llosa (O ano do bode). Pertenço a essa parte do globo, à qual minha pele está melhor adaptada e onde vivo bem, obrigado, apesar da muita saúva e do sol escaldante. Para ser sincero, não vejo a hora de voltar a solo tupiniquim. Antes, porém, de pegar o avião, permitam-me um adeus graciosamente melancólico, e em português, à Barcelona que me acolheu durante seis meses de sentimentos exacerbados. Resulta incômodo pensar que, daqui a uns dias, não terei mais o metrô da Plaza Espanya (na grafia catalã) e suas linhas vermelha, verde, azul, rosa e amarela levando para os confins e toda parte. Daqui a uns dias não verei mais a proverbial placa do Café O’Canastro, onde bebi meu “cortado” pela manhã, observando furtivamente as ancas das camareiras, desde uma cadeira alta no balcão. Desaparecerão de vista os sonhos em pedra de Gaudí, os delírios plásticos de Miró, Picasso e Dalí, a exatidão urbana de Ildefons Cerdà, o informalismo cinzento de Tápies, o humor e as cores do pós-moderno Mariscal. Também sumirão os largos passeios, as ruas para pedestres, as bicis, a Passeig de Gràcia, a Gran Via, os tranvias, os funiculares, os autobuses vermelhos, as “alubias”, os “albaricots”, a “crema catalana”, os “pollastres”, os “plátanos”, os “jamones”, as “butifarras”, as “granjas”, os locutórios, as “pastisserias” e os avisos no asfalto, lembrando que em Barcelona também se morre, embora isso pareça virtualmente impossível, enquanto se mora aqui. É triste pensar que não deambularei mais pelas velhas Ramblas, com suas temperamentais estátuas vivas, seus carteiristas, seus “helados”, suas paellas para turista e seu charme indiscutível. Não vagarei mais pelo Raval à procura de museus, cafés, pisos e tiendas improváveis. Não me perderei mais pelo Born e pelo bairro gótico, estupefato com suas vetustas igrejas medievais. Não mais admirarei os vultos célebres das praças, as sílfides dos parques, os hércules e as vitórias dos monumentos, os bigodes do gato de Botero, o garoto em bronze de um bebedouro na calle Pelayo, o touro pensador e a divertida girafa da Rambla de Catalunha, os grafittis tímidos, irregulares e circunscritos às portas de correr. Não mais as esguias, sinuosas e almodovarianas espanholas, em diferentes cores e estilos, pisando duramente os tacones no chão, como a dizer “no molesten”. Não mais os assombrosos árabes, sua fala de outro mundo, seus turbantes e suas enfeitadas mulheres, não mais os simpáticos “chinos” e seu furor comercial, não mais os latinos e sua infinita bonomia, não mais os africanos, os romanís, os japoneses, os ingleses, os estadunidenses, os nórdicos e até mesmo os espanhóis, com sua grata cordialidade, após as muitas guerras intestinas. Sobretudo, não mais o “Venga!”, o “Adèus”, o “Sis plau”, o “De acuerdo”, o “Hola”, o “Mira” e o “Vale!”.

Depois de amanhã, sentarei calmamente no Café O’Canastro para um prolongado adeus e um último cortado em homenagem a esta amante espanhola, pela qual evidentemente me apaixonei e a qual fatalmente devo deixar, não obstante nosso tórrido romance. Adios, Barcelona, que te vaya bien!

07/02/2011

Sáo muitas fotos e textos para postar. Esperem, que devagar vou pondo esta casa em dia.

03/02/2011


Eu e Sali, meu amigo de Gambia.

02/02/2011


Adoro neons.

Jamón con decoración de Navidad. Increíble.

28/01/2011



Nos muros da UB, mensagens políticas e de luta pela independëncia da Catalunha.

BCN, ciudad de piernas, mujeres y colores.
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Garotos dançando funk.

25/01/2011


Porta de tienda no bairro Born. Uma pérola!

20/01/2011


Vitrine numa loja de artigos eróticos de muito bom gosto.

18/01/2011

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Caminho da roça.

17/01/2011

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Mercado de la Boquería: um festival de cheiros, cores e paladares. Que se aproveche!

16/01/2011

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Passeio por Barcelona
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Azulejo na parede de uma pastisseria especializada em frangos.

15/01/2011


Saudações catalanas.

09/01/2011












































Botar os pés numa terra diferente é também sentir diferentes cheiros, apreciar outros sabores. Na Boqueria, o cheiro é basicamente de peixe, pela grande quantidade de tiendas vendendo frutos do mar. Tem suco de frutas logo na entrada e outras delícias lá para dentro. E a atmosfera é tão democrática quanto a do Mercado Central de Belo Horizonte. Embora não cheire da mesma maneira.







Barcelona é extremamente gráfica. A cada passo, tem sempre algum detalhe que atrai a atenção. Aqui vão alguns exemplos da riqueza visual da cidade.

Quem vai às Ramblas sempre vê este dragãozinho numa loja de paraguas japoneses (ao que tudo indica). Legal pacas.















Fui a uma exposição sobre labirintos. Não podia faltar um lá da Argentina, feito obviamente por um inglês (são especialistas em labirintos), dedicado ao Minotauro Borges.















Imagem imortal de Barcelona: o mercado da Boqueria, também nas Ramblas. Tem de tudo, até churrasquinho de camarão. Exquisito...

Uma das estátuas vivas das Ramblas. O cara não gostou de eu tê-lo fotografado sem dar uma moedinha...















Este sou eu depois de comprar uma maquininha digital maneiríssima.